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Etarismo: O Que É e Por Que Precisamos Combater Esse Preconceito
Não há espaço para o preconceito contra os mais velhos
Envelhecer é parte natural da vida. Com o passar dos anos, ganhamos maturidade, sabedoria e histórias. Ainda assim, em uma sociedade que valoriza excessivamente a juventude, a velhice muitas vezes é vista de forma negativa — como sinônimo de incapacidade ou irrelevância. Essa visão distorcida dá origem ao etarismo.
Você já ouviu falar nesse termo?
Vamos entender melhor o que é o etarismo, como ele se manifesta e, principalmente, por que precisamos superá-lo.
O que é o etarismo?
Etarismo é a discriminação baseada na idade, geralmente direcionada às pessoas mais velhas. Pode aparecer em diversas formas:
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Piadas e “brincadeiras” que diminuem ou ridicularizam
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Infantilização de idosos, como se não tivessem autonomia
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Exclusão do mercado de trabalho
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Violência psicológica, verbal e até física
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Desvalorização da opinião ou presença
A antropóloga e escritora Mirian Goldenberg, em artigo para a Vogue, define:
“Etarismo é a discriminação contra as pessoas com base em estereótipos associados à idade. Pode envolver exclusão, abuso, infantilização e até mesmo piadas. Muitas vezes, essa violência acontece dentro das próprias casas.”
Ou seja, o preconceito pode estar mais próximo do que se imagina, disfarçado de comentários corriqueiros ou atitudes que passam despercebidas.
Etarismo também afeta quem o pratica
O que muitas pessoas esquecem é que o jovem de hoje será o idoso de amanhã.
Combater o etarismo é lutar não apenas pelos mais velhos de agora, mas também pela sua própria velhice futura — mais digna, saudável e respeitada.
Como aponta Goldenberg:
“Se no século passado tivemos a revolução dos jovens, no século 21 precisamos lutar pela Revolução da Bela Velhice — com mais saúde, autonomia e dignidade.”
Envelhecer com alegria: a visão de quem vive isso na pele
Anne, uma aposentada brasiliense de 65 anos, compartilhou em relato à Universidade de Brasília sua vivência com o etarismo:
“A gente fica com medo dos novos. O idoso tende a criar um mundo só dele, para fugir da discriminação.”
Apesar disso, ela não se deixa abater:
“Ainda não senti a velhice. Sei que tenho 65 anos, mas não me vejo como um trapo. Gosto de andar, gosto de gente, não gosto da solidão.”
“Estou muito em cima, ainda jovem, ainda bacana.”
O depoimento de Anne mostra como a forma como envelhecemos também é uma escolha — e como o apoio social pode tornar essa fase da vida mais leve, rica e conectada.
Como combater o etarismo na prática?
💡 Repense suas falas e atitudes: evite piadas, estereótipos e infantilizações.
💡 Inclua pessoas mais velhas em espaços sociais e profissionais.
💡 Valorize a experiência, o tempo vivido e a sabedoria acumulada.
💡 Crie pontes entre gerações — e não muros.
💡 Seja exemplo: fale sobre isso, compartilhe, reflita.
Um novo olhar sobre a idade
O etarismo não é apenas um problema social — é um reflexo do medo que temos de envelhecer.
Mas a velhice pode (e deve) ser vivida com beleza, liberdade, potência e respeito.
Vamos mudar esse olhar?
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